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Bioeconomia: uma tendência global?

Publicado em 24/05/2019

A fábrica de bioprodutos Äänekoski Metsä, na região central da Finlândia, é a maior usina desse tipo no Hemisfério Norte.
Na verdade, é mais do que um moinho – é todo um ecossistema de empresas que lucram com as toras de vidoeiro, pinheiro e abeto transportadas diariamente de florestas geridas de forma sustentável em todo o país. A fábrica de celulose de 35 anos do Grupo Metsä reabriu em agosto de 2017. Como uma parceria público-privada e, de longe, o maior investimento já feito na indústria florestal finlandesa, é um excelente exemplo da crescente tendência de projetos de “bioeconomia”.

A bioeconomia é frequentemente falada em termos de economia circular, porque recicla subprodutos de setores como agricultura e manufatura como matéria-prima. A União Europeia abraçou a bioeconomia com entusiasmo, lançando sua primeira estratégia de bioeconomia em 2012. Mas agora, está se tornando um tema quente em todo o mundo.
“Hoje, temos mais de 50 países e regiões no mundo que possuem estratégias bioeconômicas nacionais e regionais”, disse Christian Patermann, ex-diretor da Comissão Européia e assessor do governo alemão para bioeconomia, nesse importante artigo da DW. “É um grande sucesso, que não esperávamos há 12 anos.” Os defensores dizem que outros países, como o Brasil, a China e a Índia, ainda precisam compreender todo o potencial da bioeconomia.

O futuro da Bioeconomia

“A bioeconomia é uma mudança de paradigma”, disse Marc Palahi, diretor do Instituto Florestal Europeu, à DW. “Basicamente, é uma economia baseada na vida.” Ele ressalta que o petróleo não é usado apenas para energia, mas também na fabricação de uma série de produtos e materiais usados na indústria e na vida diária, incluindo plásticos e tecidos.
Os produtos bioeconômicos incluem plásticos feitos de cascas de algas ou camarão e tecidos feitos de produtos do leite – substituindo produtos petroquímicos por matéria orgânica. Plástico feito de milho, batata ou cana-de-açúcar: muitos produtos podem ser feitos de bioplásticos, incluindo sacos de lixo e embalagens de iogurte, mas também produtos como lâminas descartáveis. O termo bioeconomia também é usado para cobrir usos mais tradicionais de materiais naturais, tendo como exemplo a madeira como uma alternativa ao uso de aço de carbono-pesado e ao concreto na construção.

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