Tendências

Tendências

biotech | crispr | design materials | ethics | genetic engineering

CRISPR

Publicado em 16/05/2019

Se você está se perguntando “o que é Crispr?”, a resposta curta é que é uma nova classe revolucionária de ferramentas moleculares que os cientistas podem usar para direcionar e cortar precisamente qualquer tipo de material genético. A resposta longa é que a sigla Crispr significa: Clustered Regularly Interspaced Palindromic Repeats (Repetições Palindrômicas Clusterizadas Regularmente Entremeadas, livre tradução). Os sistemas Crispr consistem em uma proteína com capacidade de cortar sequências e um guia genético GPS.

A Wired montou aqui um guia que nos ajuda a entender o que é e qual é o principal potencial do Crispr. Várias indústrias estão investindo muito dinheiro nisso – farmacêutica, agricultura, energia, manufatura de materiais, etc. As empresas estão usando Crispr para fazer remédios que curam o câncer, plantações que combatem a mudança climática, algas que servem como biocombustível e mosquitos que se auto-aniquilam. Os otimistas acreditam que essa tecnologia alimenta a esperança de salvar espécies quase extintas, enquanto os mais pessimistas falam de uma corrida armamentista soberana.

3 USOS PARA CRISPR (que não envolvem edição genética):

  1. Diagnosticar Doença
    Os vírus trabalham transformando as nossas células em pequenas fábricas para o seu próprio DNA. Um teste baseado em Crispr pode detectar o DNA estranho em apenas uma gota de sangue, saliva ou urina e informar em minutos se a pessoal tem o zika vírus, a dengue ou a febre amarela circulando em seu corpo.
  2. Spot Rot
    Todos os anos, os fungos eliminam um terço de todas as plantações. Os painéis da Crispr ajustados para identificar os fungos mais violentos poderiam ajudar os agricultores a salvar suas colheitas antes que a praga se instalasse.
  3. Smartbomb Buds
    Graças ao uso excessivo, o arsenal de antibióticos do mundo está perdendo sua eficácia. Novas drogas baseadas em Crispr, que só visam “bad buds”, deixariam o nosso microbioma intacto e ajudariam a combater a resistência aos antibióticos.
Ver outras tendências